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sábado, 31 de dezembro de 2011

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Adeus ano velho!!!

2011
Os dias passaram...
alguns arrastaram-se,
outros, rápidos como o vento,
que nem pensamento...
O tempo não para
insensível , carrasco!
2012

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A natureza ensina...





Com ela aprendi...


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Uma Semana de muitas realizações para todos!


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Depois da curva...


(clique na imagem)

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

A lua e eu...

(Clique na imagem para ler)
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Onde estão as cantigas de roda?

Cantigas
Onde foram as cantigas de roda?
As cabras cegas perdidas.
O pique- esconde escondeu-se
Minha rua está vazia!
Por onde anda a infância?
Onde foram nossas crianças?
Na escola já não ouço
As cantigas de roda de outrora:
Ó meu belo do castelo...
A canoa virou...
E o sonho, acabou?!
Teresinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
E os cavalheiros, onde estão?
Passa, passará que o de trás ficará...
Um , dois, três...
Quem não se escondeu morreu!
Será que morreram as ilusões?
Se essa rua fosse minha
Eu mandava ladrilhar
para que nela novamente
As crianças voltassem a brincar!
Mudou o tempo, ou mudei eu?!
Eu não sei...
Talvez ainda esteja no país das maravilhas
Ou, levada pelo vento , ao mundo mágico de Oz
Que Deus proteja as nossas crianças
E não deixei que roubem sua infância!
Zelia Cunha


sábado, 3 de setembro de 2011

O QUE É PÁTRIA, ENTÃO?


PARA FALAR A VERDADE,

NÃO SEI DEFINIR PÁTRIA, NÃO.

É O QUE EU SINTO,

POIS PÁTRIA É A NOSSA REALIDADE

ESTÁ DENTRO DE CADA UM DE NÓS

POR TUDO O QUE FOMOS E QUE SOMOS

PÁTRIA É AMOR, SENTIMENTO, COR E DOR

SÃO OS FEITOS...REFEITOS, ERRADOS OU DIREITOS,

POIS NINGUÉM É PERFEITO...

PÁTRIA É O LEGADO DOS NOSSOS ANTEPASSADOS,

SOFRIMENTO, SANGUE DERRAMADO DE MUITOS...

PARA SATISFAZER O ORGULHO DE POUCOS...

PÁTRIA É ESSE CHÃO ONDE PISO,

O AMOR INCONDICIONAL AO MEU IRMÃO,

É FAMÍLIA, AMIZADE, AMOR, SOLIDADRIEDADE.

PÁTRIA É ESSA GENTE QUE SOFRE E SENTE

É O POBRE, O CARENTE, O INJUSTIÇADO

QUE NÃO TEM HORA, NEM VOZ,

POIS PÁTRIA, MEU IRMÃO:

SOMOS TODOS NÓS!

ZELIA CUNHA

terça-feira, 30 de agosto de 2011

PÁTRIA MINHA

FALAR EM PÁTRIA, ASSIM COMO TE VEJO,

A ESSÊNCIA QUE FICA EM MIM

OS CANTARES QUE ACHEI EM TODOS OS LUGARES

NÃO PREENCHERAM O QUE BUSCO,

O QUE SINTO, ENFIM...

PÁTRIA, PARA MIM É ALGO MAIS

QUE ENALTECER OS FEITOS JÁ RETRATADOS

É FALAR DE SENTIMENTOS

QUE TRAGO COMIGO, GUARDADOS.

É BUSCAR NO PASSADO MINHAS ORIGENS,

É SOFRER, ENTRISTECER DE DOR

SENTIR NA PELE O AÇOITE PELA COR...

VIBRAR COM O BATUQUE DAS SENZALAS

NAS NOITES FRIAS, ENLUARADAS,

ÚNICA FORMA DE AMENIZAR A DOR.

AS SENZALAS JÁ NÃO EXISTEM MAIS,

QUEBRARAM-SE OS GRILHÕES,

MAS MESMO ASSIM,

NOS PORÕES DENTRO DE MIM

NÃO APAGARAM-SE AS CICATRIZES

PORQUE HÁ TANTOS IRMÃOS JOGADOS

A SUA PRÓPRIA SORTE

QUE DESCONFIO QUE ESSA TAL LIBERDADE TÃO SONHADA,

POUCO VALEU PARA AQUELES QUE A SONHARAM...

E SÓ A ENCONTRARAM DEPOIS, NA MORTE.

Zelia Cunha

terça-feira, 9 de agosto de 2011



É tarde...

Não demores, meu amor

A vida está a passar.

Só não passa esta angústia

De ti, meu amor, tanto esperar.

Não tiveste culpa, nem tão pouco eu

Não tivemos opção,

tinha que ser assim...

Às vezes penso ser sonho,

Tenho medo de acordar.

Por que remexer em cinzas?

Temo pelo que posso encontrar...

Nosso amor foi tão intenso...

Entrega, fogo, paixão!

Melhor deixar na lembrança

Guardado em um cantinho

Lá, no fundo deste solitário coração...

Pois, foi tudo que restou da nossa história

Sem final, sem despedida...apenas perdida

Em alguma curva do destino.

Zelia Cunha

terça-feira, 26 de julho de 2011



Lembranças de uma avó


O que é a vida de uma avó?

A espera, a amarga espera...

Roubaram seus sonhos ...

das paixões mal resolvidas

só sobraram feridas....

Teve a vida sofrida.

A luta, a disputa, a paixão,

a resignação, o viver, o sofrer

O Trabalho pesado seu tempo tomou

os prazeres da vida pouco aproveitou

Teve os seus netos, deu-lhes afeto

por eles brigou.

Nesse tempo eu lembro de vê-la feliz...

Um lugar, um lar foi tudo que quis

seus sonhos aqui, não realizou.

Deus queira que aí tu sejas feliz.




domingo, 10 de julho de 2011

Velho rio

Ah! Velho rio... ainda hoje continuo buscando

em tuas margens, velhas lembranças perdidas,

talvez em algum igarapé esquecidas,

levadas pelas tuas mansas águas

ao som dos batedores das antigas lavadeiras.

A gritaria das crianças atrás dos ariscos lambaris,

isso era felicidade, isso me fazia feliz.

Onde foram aqueles sons? Apagados pelo tempo, talvez...

Hoje, em tuas margens, em lugar do alarido

reina um silêncio triste, como se o próprio rio

também saudade desse tempo sentisse.

E as alegres lavadeiras também já não existem...

foram substituidas por modernas máquinas estáticas, práticas.

Hoje, daquele tempo, restaram tu e eu e a saudade.

Em tuas margens ainda guardas velhos barcos,

velhos remos, que transportavam areeiros e pescadores.

Aqui me encontro, velho rio, pescando saudades...

Zelia Cunha

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Hoje é um dia muito especial, pois hoje é meu aniversário. Nunca dei muita importância a essas coisas, mas especialmente hoje percebi o quanto isso faz a diferença. Tanto tempo já se passou, muitas coisas aconteceram, coisas boas e coisas ruins, essas, tornam-se menos importantes comparadas àquelas que me fizeram feliz. Hoje, especialmente hoje, tenho muito a agradecer e tão pouco a pedir. Agradeço à vida, aos encontros e desencontros que ela tenha me proporcionado, a todos que me amaram e que não foram amados. São tantos os caminhos e muitas vezes nos perdemos...mas fica a amizade, o amor permanece e é o que nos basta, nos aquece, nos fortalece e nos motiva a proseguir a caminhada. Até quando? Só Deus sabe...mas valeu a pena!

sábado, 7 de maio de 2011

A todas as mães no seu dia: o meu abraço!




Dia das Mães


Mãe crioula do Rio Grande,

Legenda de mil amores,

Campo bordado de flores,

Delicadas, sem espinhos.

Sombra amiga dos caminhos,

És o sagrado reduto

Onde o xiru, por mais bruto,

Aprende a beber carinhos!


( Jayme Caetano Braun )








Mães não morrem,

viram anjos.

E, lá do céu

com carinho

rogam por seus filhos.

Em cada estrela,

cada brilho está

o olhar de uma mãe

zelando pelo seu filho...

E eu que não tenho a minha

fico repontando estrelas

na ânsia de em alguma vê- LA.

Zelia Cunha

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Texto premiado em concurso divulgado em Zero Hora, uma promoção ORTOPÉ ECO, planeta sustentável.


Lembranças que o tempo não apaga




Era criança, mas lembro-me bem, daquele tempo em que tudo era fantasia. Tudo natural, tão simples. Mas muito especial. Lembro-me que morávamos em um casa feita de barro e coberta de capim, nosso fogão era feito também de barro com um chapa em cima. Não tínhamos mobília comprada em lojas, pois eu nem sabia que existiam lojas, por isso nossos móveis eram rústicos, de madeira. Recordo que os colchões eram feitos com palha de arroz que era trocada todos os anos, na época da safra. A cama era cheirosa e macia. Em frente a nossa casa havia um jardim e nos fundos havia um pequeno açude onde nós brincávamos de viajar de barco em uma gamela. A gamela era usada para dar água aos animais, ela era pequena e somente comportava um de cada vez, mas era uma festa. Não tínhamos luz elétrica nem água encanada. A luz vinha de um lampião ou de um candeeiro que era feito com um pouco de gordura animal e um pedaço de pano feito de pavio. A água era trazida da cacimba e as roupas eram lavadas no açude. Meu pai plantava quase tudo que precisávamos para comer: tínhamos verduras, legumes, chás para quando alguém ficasse doente. Criávamos galinhas, porcos e o que não produzíamos era costume trocar com os vizinhos ou presentear aquilo que era produzido. Nas nossas brincadeiras, costumávamos ir para o meio da lavoura e lá, escondidas, fazíamos um fogo e fritávamos batatas que colhíamos , em uma panelinha velha. Outras vezes tinha a casa da árvore, em uma grande pitangueira. À noite, a família se reunia para contar casos de assombração, tomar mate e comer bolinhos frito. Não havia televisão. Poucas eram as pessoas que possuiam um rádio. Eu tinha um tio que não tinha estudo , mas era curioso, feito o Professor Pardal. Ele inventou uma espécie de rádio: a galena. Lembro que os vizinhos vinham ouvir as notícias e minha avó escutava as novelas no rádio. Tinha também o cinema, feito pelo meu tio, que recortava gravuras de gibis e fazia um rolo. Depois colocava em uma caixa de papelão com uma vela atrás e ia rodando o filme. Os vizinhos ficavam encantados e eu gostava de ver o filme da bruxa. Naquele tempo os temporais , as geadas eram enormes e as águas do açude ficavam como se fossem de vidro. Os ventos também eram muito fortes e lembro-me de meu avô e de meu tio segurando portas e janelas para o vento não abrir. As portas e as janelas eram fechadas com tramelas feitas de madeira. Quando a chuva passava, eu corria para o corredor para juntar peixinhos coloridos que caiam com a chuva. Até hoje não encontro explicação de onde vinham aqueles peixes que, hoje, compramos para colocar em aquários. Mas é verdade, esta lembrança está muito viva em minha memória.



Hoje, tenho três filhos e três netos e sempre conto a eles estas histórias de um tempo tão especial, tão saudável onde vivíamos em comunhão com a natureza e éramos tão felizes. Não existia riqueza material , mas havia amizade, respeito pela natureza, religiosidade e valores na família, que até hoje procuro transmiti-los a meus alunos e aos meus netos, pois educamos pelo exemplo e eu acredito que nem tudo está perdido, basta acreditarmos.

Zelia S. Cunha







sábado, 30 de abril de 2011

Solidão


Estou só,

Sempre fui só...

Nessa solitude

alguma coisa

me extasia...

A observância

da vida

e a minha poesia!

Zelia Cunha

quinta-feira, 28 de abril de 2011

SOU ASSIM...


Minha poesia se reveste


de pura simplicidade.


Não tem rebusques


É pura verdade


Escrevo o que penso


sem forma nem nexo


mas é o que sinto


no meu introspecto.


Zelia Cunha











segunda-feira, 25 de abril de 2011


Um Caderno de Recordações


Sentimentos guardados,

amarelados pelo tempo,

em um canto adormecidos.

Quietos, como se alguém

ali, os tivesse esquecido.

Quanta vida, quanta história!

Inerte, ali está.

Já não lembra minha memória,

só lendo, pra recordar!

Zelia Cunha








sábado, 23 de abril de 2011


Temporal


Um vento forte do Norte

Os meus versos espalhou.

De rimas desencontradas,

O meu poema bordou.


O vento levava

as aves no céu,

Perdidas, sem rumo,

voavam ao léu.


O dia em noite,

logo se transformou.

Ribomba o trovão, no céu,

um corisco cortou...

Temporal que chegou!

Zelia Cunha










sexta-feira, 8 de abril de 2011


Noturno

É noite calma e morna

Todos dormem...

Estou só.

Olho a rua deserta

da minha sacada.

Penso...

Que histórias escondem

cada porta fechada?

Zelia Cunha

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Nossa canção


Inverno,

noite,

chuva fina ...

Da vidraça vejo

um vulto na esquina.

Ouço passos...

que devagar se afastam.

Aos poucos

os passos somem

na umidade

da noite fria.

O vento traz um som...

que ironia!

É a nossa música

que se dissipa

na noite fria.

Zelia Cunha

Assim nasceu 2010!

Assim nasceu 2010!
A exuberancia da natureza se manifesta em toda a sua plenitude. Feliz 2010

A metamorfose

A metamorfose
Flagrante da vida que surgirá em 2010. Que cor terá? Só sei que virá para tornar minha vida mais feliz quando pousar em meu jardim. Embora sua passagem seja breve valeu a pena esperar por esse momento. Cada ser tem sua missão aqui neste planeta e a dela é de embelezar e alegrar nossas vidas.

Nós, minha filha e eu

Nós, minha filha e eu
É maravilhoso estar perto de quem se ama!

Os mais belos versos de amor que nenhum homem escreveu. Somente feitos por Deus.

Os mais belos versos de amor que nenhum homem escreveu. Somente feitos por Deus.
Está na beleza da flor a essência do que não se vê, mas apenas se sabe que existe, o inegável , o verdadeiro mistério da criaçãol.

Pra não dizer que não falei de pássaros...

Pra não dizer que não falei de pássaros...
No beiral de minha sacada um estranho fez seu ninho. Nos dias de frio ficamos nos observando: cada um na sua. Há espaço para todos, sempre cabe mais um. E ali ficamos respeitando nossos limites a nos observar mutuamente. Já me acostumei com sua presença. Seja bem-vindo, a casa é sua...

Último luar de 2009

Último luar de 2009
A natureza é sabia!